Toda planilha de viabilidade quebra no mesmo lugar.
Não é descuido de quem monta. É o que acontece quando um estudo com cenários, sensibilidade e três regimes tributários precisa caber em células que não sabem o que estão calculando. Abaixo, cinco achados de uma planilha real de incorporação, marcados um a um.
| A | B | C | D | |
|---|---|---|---|---|
| 1 | Viabilidade · Residencial Alto Padrão | |||
| 2 | Indicador | Valor | Formula | |
| 3 | VGV | 105.684.391 | =SOMA(estrut!) | |
| 4 | Receita líq. | 95.971.902 | =C3-impostos | |
| 5 | Custo total | 48.304.747 | =CUB*area_eq | |
| 6 | VPL (TMA) | #REF! | =VPL()-#REF! | |
| 7 | TIR | 28,0% | #DIV/0! | |
| 8 | MTIR | #NOME? | =MTIR(fluxo) | |
| 9 | Exposição máx | -12.592.556 | =MINIMO(cx) | |
| 10 | Lucro futuro | 48.720.007 | =C4-C5 | |
| 11 | ROE | 142% | #VALOR! | |
| 12 | ROE-VP | #REF! | =C6/cap_vp | |
| 13 | ROI | #DIV/0! | =C10/C5 | |
| 14 | Payback | #N/D | =PROCV(cx) | |
Cinco achados na mesma tela.
Uma planilha de viabilidade de 38 unidades, aberta na aba de resultado. Nenhum destes erros impede o arquivo de abrir, e é exatamente esse o problema.
| A | B | C | D | |
|---|---|---|---|---|
| 1 | Viabilidade · Residencial Alto Padrão | |||
| 2 | Indicador | Valor | Formula | |
| 3 | VGV | 105.684.391 | =SOMA(estrut!) | |
| 4 | Receita líq. | 95.971.902 | =C3-impostos | |
| 5 | Custo total | 48.304.747 | =CUB*area_eq | |
| 6 | VPL (TMA) | #REF! | =VPL()-#REF! | |
| 7 | TIR | 28,0% | #DIV/0! | |
| 8 | MTIR | #NOME? | =MTIR(fluxo) | |
| 9 | Exposição máx | -12.592.556 | =MINIMO(cx) | |
| 10 | Lucro futuro | 48.720.007 | =C4-C5 | |
| 11 | ROE | 142% | #VALOR! | |
| 12 | ROE-VP | #REF! | =C6/cap_vp | |
| 13 | ROI | #DIV/0! | =C10/C5 | |
| 14 | Payback | #N/D | =PROCV(cx) | |
- 01C6#REF!
Alguém inseriu uma linha e o VPL parou de existir.
A referência que alimentava o desconto apontava para uma célula que mudou de lugar. A planilha não avisa: ela devolve #REF! e segue aberta, com o resto das contas intactas ao redor do buraco.
O indicador principal do estudo, ausente, no meio de uma tela que parece saudável.
- 02D7#DIV/0!
A TIR não convergiu, e a planilha não disse nada.
Fluxo de incorporação troca de sinal mais de uma vez, e a função para. O número ao lado continua lá, de uma versão anterior das premissas, sem nenhuma marca de que envelheceu.
Um número velho apresentado como atual, que ninguém tem como distinguir do certo.
- 03C8#NOME?
A MTIR simplesmente não existe aqui.
A TIR simples distorce em incorporação porque presume reinvestimento à própria taxa. A correção é a MTIR, e ela depende de uma função que a planilha não tem. Sem ela, o retorno aparece maior do que é.
Decisão tomada sobre um retorno superestimado, sem ninguém perceber a distorção.
- 04D11#VALOR!
O ROE quebrou porque o capital próprio virou texto.
Um valor colado de outra planilha entrou como texto e contaminou a cadeia. O erro aparece a três células de distância da causa, e encontrar a origem exige percorrer a fórmula inteira à mão.
Horas de auditoria manual para achar uma célula, sem garantia de ter achado todas.
- 05v6_ANTIGOaba
Ninguém sabe qual versão é a boa.
O arquivo se chama VIAB_V7_FINAL e carrega uma aba v6_ANTIGO ao lado de uma Sensib. (2) montada à mão. A versão que foi ao comitê pode ser qualquer uma das duas.
Nenhuma rastreabilidade: o estudo não consegue provar de onde veio o próprio número.
Os erros se consertam. O que vem abaixo, não.
Uma planilha impecável ainda para nos mesmos seis pontos, porque nenhum deles cabe em célula e fórmula.
- 81 cenários de sensibilidade
- Variar VGV e custo em nove níveis cada cruza 81 combinações. Na planilha é uma tabela montada à mão que envelhece na primeira mudança de premissa.
- Mil cenários de risco
- Sortear preço, custo, velocidade de vendas, prazo de obra e INCC mil vezes e recalcular o fluxo inteiro em cada uma devolve a chance real de prejuízo. Não há fórmula que faça isso.
- Três regimes em paralelo
- Lucro Presumido, Lucro Real e RET no mesmo estudo, sem refazer lançamento. Na planilha viram três arquivos, e três arquivos divergem.
- Exposição de caixa mês a mês
- O pico de capital próprio e o mês exato em que ele acontece saem do fluxo acumulado, não de um mínimo sobre uma linha.
- Origem rastreável
- Cada indicador mostra as premissas e a base que o geraram. A planilha guarda o resultado da fórmula, não a razão dela.
- Leitura junto do número
- A IA embarcada lê os indicadores calculados e aponta onde está o risco, em português. A planilha entrega o número e para ali.
Os 81 cruzamentos de VGV e custo, resolvidos de uma vez e relidos a cada alteração de premissa.
O mesmo empreendimento, calculado por inteiro.
Os 38 apartamentos da planilha acima, com todos os indicadores resolvidos sobre o fluxo de caixa completo. Altere o preço médio de venda e acompanhe o estudo recalcular.
| Receita de Vendas | R$ 105.684.391,34 | 100% |
| (-) Corretagem / Adm. Vendas | R$ 5.485.113,50 | 5.2% |
| (-) Impostos | R$ 4.227.375,65 | 4.0% |
| Receita Líquida | R$ 95.971.902,18 | 90.8% |
| (-) Negociação / Terreno | R$ 3.830.067,54 | 3.6% |
| (-) Custo de Obra | R$ 31.745.227,86 | 30.0% |
| (-) Assistência técnica | R$ 317.452,28 | 0.3% |
| (-) Canteiro | R$ 95.235,68 | 0.1% |
| (-) Conclusão de obra | R$ 634.904,56 | 0.6% |
| (-) Despesas legais | R$ 95.235,68 | 0.1% |
| (-) Marketing e publicidade | R$ 1.056.843,91 | 1.0% |
| (-) Móveis dos SFs | R$ 952.356,84 | 0.9% |
O Gestinc mudou como analisamos viabilidade. Antes levávamos dias montando planilhas e ainda ficava aquela dúvida se os números estavam certos. Agora rodamos cenários em minutos e sabemos exatamente quanto de capital próprio alocar em cada projeto.
Escrevemos em detalhe o que uma planilha de viabilidade calcula e onde ela falha: ler o artigo completo.
O que costumam perguntar.
Traga a sua planilha. Vamos conferir os números juntos.
Na demonstração eu rodo um estudo seu no Gestinc e você compara indicador por indicador com o que já conhece.
